por meios cegos vou procurando-me.
tentando desaprender a necessitar de outrem.
tenho em mim tudo o que preciso, embora seja difícil colocar em prática, tenho a consciência de que somente eu estarei por mim.
em meus traços carrego os resquícios de sofrimentos já vividos e alguns ainda vívidos. aprendo como estar completa apenas com as coisas que carrego. aprendizado esse que é lento.
inúmeros tropeços fazem parte do que já sou e do que estou tornando-me.
meus olhos, portais de minha alma, refletem o sonho, ainda que distante, porém, vivo e pulsante.
como uma criança que aprende seus primeiros passos, vou seguindo. um passo de cada vez. hora ou outra escorando-me, mas, ainda assim, (re)aprendendo a andar. e amar.
tento desvencilhar o desejo de ser amada por outras pessoas, e tento ser amada por mim mesma.
olho fixamente no espelho, aprendendo sobre o meu corpo, esse templo que carrega minha essência. aprendo tardiamente, pois passei tempo demais admirando templos alheios e aprendendo a ama-los. agora que estou aqui, frente ao que sempre temi, o meu próprio eu, estremecido e vulnerável.
pensamentos constantes de desamor, invadem-me sem pedir permissão, apenas adentram e me forçam acreditar que essa carcaça já está inválida. muitas vezes, não tenho forças o suficiente para lutar contra.
entretanto, num respirar, volto para a superfície e vou me secando da água desse mar de caos.
eu. a minha própria deusa. a minha própria religião. mereço respeito. o mesmo que há pelo Deus homem e cristão.
minha deusa interior vai surgindo do mais profundo de meu ser, vai nascendo a rainha.
sinto, em meio toda dificuldade maçante, que estou cada vez mais próxima de mim mesma.
domingo, 30 de junho de 2019
sábado, 29 de junho de 2019
sábado, 29 de junho de 2019
às vezes me desconecto do mundo quando lembro do teu sorriso.
daria muito mais do que poderia para ter as tuas digitais sobre meu corpo desnudo.
teus olhos carregados de desejo, direcionados a mim como se eu fosse a coisa mais bonita que viu em tempos.
somente o som da voz rouca saindo de sua boca lentamente me fez chegar ao êxtase.
juntos.
num lugar pequeno
fazendo desse único espaço o nosso próprio mundo.
tua epiderme na minha, sentindo cada parte e cada curva
sentindo e memorizando o teu gosto.
na profundidade e escuridão infinita dos teus olhos
sinto-me em uma espécie de viagem através das fendas do universo.
cada minuto é eterno dentro dos teus beijos.
juntos.
em fração de segundos atinjo o meu próprio nirvana por meio do teu toque no meu interior
num momento tudo para.
você me têm apenas pelo fato da tua existência mexer tanto com a minha.
tua digitais estarão gravadas em mim por sete anos.
sete longos anos que serei tua até a alma
te juro entregar-me por completo
desde os sorrisos cheios de vida até as lágrimas cheias.
estarei aqui.
por tempo indeterminado. apenas para entregar a ti tudo o que armazeno no mais íntimo do meu ser.
segunda-feira, 24 de junho de 2019
digital bath
segunda-feira, 24 de junho de 2019
há coisas que mais parecem ser sonho que a realidade em si. você foi sonho.
sonho efêmero, que me leu a alma e desvendou todos os meus segredos só com os olhos, os mesmos que me despiram antes mesmo que tuas mãos. o jeito que tu me olhou, assim que saí da porta para te encontrar, hipnotizado, arrebatou-me.
senti segurança nas tuas palavras, senti desejo no teu toque.
senti o centro do mundo na ponta dos teus dedos.
constelações se fizeram em cada beijo, por alguns segundos, a esperança se renovou, o corpo em que habito encheu-se de vida. tu resignificou a música que tocava dentro de mim.
numa noite, sobre o teu toque, atingi o nirvana várias e várias vezes.
tu me deu de presente a lua e, em troca, te entreguei um alguém que nem eu mesma conhecia. alguém que te espera.
talvez esteja sendo tomada pela intensidade que percorrem em minhas veias, entretanto, não te quero só por um breve momento. te quero por todos os momentos inimagináveis. renasci através dos teus olhos. cada movimento lento e espontâneo do teu corpo está gravado nas minhas melhores lembranças. um tanto quanto dolorosas, a espera às vezes nos massacra.
sinto falta do toque, do cheiro, de te sentir tão perto, tão presente dentro de mim.
o que me acalenta é o som da tua voz me fazendo promessas. ainda serei tua, senão nessa vida, numa outra. mas tua.
segunda-feira, 10 de junho de 2019
mantras
segunda-feira, 10 de junho de 2019
criei um mantra para os dias difíceis: tenho em mim toda a força do mundo
hoje é um dia difícil, daqueles que o mundo parece uma batalha árdua e pesada.
não sei muito bem o que tá acontecendo no meu peito, sinto-o em chamas, tem algo que me rasga de dentro pra fora querendo sair.
poderão passar séculos e o homem ainda não terá entendimento da mente e dos sentimentos humanos.
não sei mais como a minha cabeça trabalha, isto é, se um dia tive algum entendimento sobre isso, hoje já não tenho nenhum. me olho no espelho numa tentativa falha de me encontrar. me questiono todos os dias para saber em quem habito, para quem os meus pulmões se inflam e porquê e com o quê o meu coração se descompassa.
desejo entender para onde gostaria de ir nos dias em que quero fugir de mim.
o que é que preciso fazer para querer habitar minhas artérias todos os dias sem sequer pensar que estou a poucos passos de um declínio?
todo dia eu sou alguém diferente.
um alguém diferente que ainda está descontente.
tem dia que a minha cabeça se transforma em caos e os pensamentos se encaixam e desencaixam numa forma nublada e confusa.. meus olhos não encontram um ponto para fixação, minhas pálpebras mantém-se baixas.
pesquisei os efeitos colaterais, tava escrito: culpa. me sinto culpada por não ser quem deveria ser, por ter perdido tanto tempo envolta no caos que não sobrou tempo pra me descobrir e ler minha alma.
aos poucos leio as minhas entrelinhas e sinto, com a ponta dos dedos, as minhas cicatrizes. lembro de todas as histórias das quais o meu eu lírico fez parte. não quero passar a vida no piloto automático. quero entrar em contato com o meu eu superior.
hoje é um dia difícil, daqueles que o mundo parece uma batalha árdua e pesada.
não sei muito bem o que tá acontecendo no meu peito, sinto-o em chamas, tem algo que me rasga de dentro pra fora querendo sair.
poderão passar séculos e o homem ainda não terá entendimento da mente e dos sentimentos humanos.
não sei mais como a minha cabeça trabalha, isto é, se um dia tive algum entendimento sobre isso, hoje já não tenho nenhum. me olho no espelho numa tentativa falha de me encontrar. me questiono todos os dias para saber em quem habito, para quem os meus pulmões se inflam e porquê e com o quê o meu coração se descompassa.
desejo entender para onde gostaria de ir nos dias em que quero fugir de mim.
o que é que preciso fazer para querer habitar minhas artérias todos os dias sem sequer pensar que estou a poucos passos de um declínio?
todo dia eu sou alguém diferente.
um alguém diferente que ainda está descontente.
tem dia que a minha cabeça se transforma em caos e os pensamentos se encaixam e desencaixam numa forma nublada e confusa.. meus olhos não encontram um ponto para fixação, minhas pálpebras mantém-se baixas.
pesquisei os efeitos colaterais, tava escrito: culpa. me sinto culpada por não ser quem deveria ser, por ter perdido tanto tempo envolta no caos que não sobrou tempo pra me descobrir e ler minha alma.
aos poucos leio as minhas entrelinhas e sinto, com a ponta dos dedos, as minhas cicatrizes. lembro de todas as histórias das quais o meu eu lírico fez parte. não quero passar a vida no piloto automático. quero entrar em contato com o meu eu superior.
anxiety
a brisa da noite é leve e gelada
a brisa da noite trás de volta, por um breve momento, o sentimento de vida
de volta de um transe quase mortal
me movo lentamente, como se estivesse arquitetando cada passo enquanto concentro-me em não enlouquecer.
no silêncio, a vida se esvai, o declínio me pega pelas mãos e me toma para uma dança, uma última...
antes de me levar por completo.
a brisa da noite trás de volta, por um breve momento, o sentimento de vida
de volta de um transe quase mortal
me movo lentamente, como se estivesse arquitetando cada passo enquanto concentro-me em não enlouquecer.
no silêncio, a vida se esvai, o declínio me pega pelas mãos e me toma para uma dança, uma última...
antes de me levar por completo.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
o adeus
quarta-feira, 1 de maio de 2019
isso é uma carta de despedida. até que
enfim.
percebi que estava perdida quando até as minhas roupas lembravam-te. a bebida cheia de teor alcoólico remetia ao sabor dos teus lábios, e isso não é uma metáfora bonitinha. lugares que nunca havia ido contigo também lembravam-te e não sei o diabos porquê, havia partes tuas em tudo.
as sensações que tive quando fostes embora, eram, primeiramente, de que nunca mais voltaria - por mais que me forçava a acreditar que iria sim -, a segunda, foi de que havia levado uma parte importante de mim mesma.
quando fostes embora de fato, me vi perdida e sem direção, não me reconhecia. o corpo que morava não era mais meu, porque lhe entreguei cada pedacinho dele até não me restar nada.
cê foi a primeira pessoa que tive a coragem - e que coragem - de mostrar os meus textos e em todos eles te pedi para que não me machucasse. tu nunca disse que não o faria.
deveria ter percebido o caos que se aproximava quando deixou de me olhar nos olhos e quando o toque mais parecia calculado. tenho uma parcela de culpa nisso, admito. quando estava tudo desmoronando tentava colocar os pedacinhos nos seus devidos lugares, porque me recusava acreditar que o amor da minha vida estava me deixando.
quando fostes embora de fato, a minha ficha demorou a cair e quando caiu, doeu. céus, como doeu. senti a dor penetrando cada partícula, cada veia, cada átomo, tudo doía até tornar-se física. e, então, chorei. chorei mares e não parecia o suficiente. passei noites acordada na esperança de receber uma mensagem tua.
quando fostes embora de fato, precisei lutar contra eu mesma, precisava lutar contra toda e qualquer lembrança e o mais importante, precisava lutar para me recuperar. precisava me reconhecer, precisava ser minha novamente. e fui criando forças, por mais que existam mais dias difíceis e que parecem que nada do que tenha feito foi o suficiente, ainda tenho que continuar até não sobrar nenhum resquício teu em mim. tô me despedindo porque contigo não era minha e ainda existem milhares versões de mim mesma que preciso conhecer e reconhecer. há uma vida toda sem ti.
talvez a minha intensidade tenha sido demais.
quando fostes embora de fato, tive medo. medo porque te tornei base para os meus pés tocarem quando tudo estivesse fora de órbita. te coloquei num altar inalcançável. tu era dono de toda a minha devoção. as coisas só eram coisas se tu estivesse nelas. e só.
quando a tua presença não existia mais, me vi num lugar branco, onde estava completamente sozinha. todavia, precisava reconstruir tudo. minha vida estava começando de novo ali. havia uma versão minha antes de você, uma contigo, e uma depois de ti. por mais quebrada, ainda prefiro a versão depois de ti. porque a mesma tá descobrindo um mundo todo, e milhares de outras coisas incríveis. a importância dessa versão é absurda, não há mais nada que poderá dizer o contrário.
não vou te agradecer por isso, não vou te agradecer por algo que consegui sozinha.
isso é uma carta de adeus, porque preciso me despedir, por mais que já tenha feito isso bem antes de mim. preciso me despedir, porque tô me livrando das amarras cada dia mais. preciso me despedir porque tô me reconhecendo e quero fazer isso sem você.
isso não é um até logo. adeus.
a confusão está nos olhos de quem vê
o coração descompassado dói com a presença daquele que um dia já o fez encher-se de amor. a esperança esvai-se conforme os olhos se desencontram. o corpo pesa, os órgão internos explodem e cada vértebra dobra e desdobra num coro de socorro. eu não sei quem sou.
segunda-feira, 29 de abril de 2019
esperança e escapatória
segunda-feira, 29 de abril de 2019
manhãs quentes com o café que faz morada nos costumes matinais. tem coisa que a gente percebe depois que vai embora, o que não é imaginável que faria falta, hoje faz.
crio vários mantras para suportar atravessar os dias, o da vez é "aquilo já é passado". repito isso internamente para me lembrar que agora é outra coisa, tenho essa mania de viver com saudade. tem dia que a saudade incomoda e preciso me livrar dela. não é saudável viver relembrando e querer estar ali novamente, não todos os dias. lembro do passado sempre que os meus passos parecem dificultar e pendem-se ao abismo. escrevo para me desfazer, ter que passar por sentimentos desconfortáveis é pesado, porém necessário. escrevo para aprender a me desprender e encerrar ciclos.
cada um encontra sua esperança onde pode.
crio vários mantras para suportar atravessar os dias, o da vez é "aquilo já é passado". repito isso internamente para me lembrar que agora é outra coisa, tenho essa mania de viver com saudade. tem dia que a saudade incomoda e preciso me livrar dela. não é saudável viver relembrando e querer estar ali novamente, não todos os dias. lembro do passado sempre que os meus passos parecem dificultar e pendem-se ao abismo. escrevo para me desfazer, ter que passar por sentimentos desconfortáveis é pesado, porém necessário. escrevo para aprender a me desprender e encerrar ciclos.
cada um encontra sua esperança onde pode.
saudade.
é isto, não é? a vida é feita de saudade. e nós também. somos movidos à saudade porque somos feitos de resquícios de momentos já vividos. a gente respira saudade pulsa saudade. a gente é inteiramente saudade.
essa imagem é o motivo da minha saudade atual. motivo da minha contagem regressiva. sempre que vejo fotos de todos os momentos vividos lá, a nostalgia me abraça e me toma. tem dia que tá ok lidar com isso, tem dia que não. em cada foto se passa um filmezinho do que tava acontecendo no momento. sei que são coisas que jamais voltarão, às vezes é ruim pensar sobre isso, às vezes é bom, porque ainda tem coisa pela frente. podemos aprender a sentir paz pelo inesperado, deixar um pouco a ansiedade de lado. meio difícil, nos dias de hoje deixar o sentimento com "a" ir embora, parece que ele faz parte das artérias, da epiderme. é um trabalho árduo lidar com sentimento que a gente não entende. tô aprendendo devagarzinho, erro mais que acerto. não sei se tá tudo bem, mas eu quero aprender com isso. sinto saudade do meu eu do passado. do meu eu que viveu esses momentos todos, porém, tava refletindo e o eu de agora tá sendo feito e tá nas minhas mãos, tenho que prepará-lo para viver inúmeras coisas novas (e aprender com elas), tenho que trabalhar para deixá-lo forte e saber suportar mais. sou feita de saudade, entretanto, posso aprender a ser feita de agora.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
falta
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
essa é mais uma carta que você nunca lerá.
sinto como se estivesse em pedaços a cada vez que percebo a tua distância. rezei todos os dias para que aqueles sonhos fossem realidade, rezei para a dor acabar, mas só consegui me sentir em pedaços cada vez menores. conforme você se afastava era como se algo me quebrasse um pouco mais.
primeiro o teu silêncio cortante. logo depois a distância. e eu me perdi. completamente. de novo.
escrevo assim, bem pausadamente para que eu possa digerir cada palavra.
isso é como um pesadelo.
todos os meus planos cabiam você, agora não existem nem os planos.
nenhum cheiro é melhor que o teu, nenhuma voz é mais bonita que a tua, ninguém me faz sentir como eu me sentia contigo. e eu só peço que isso acabe.
sentia a mesma empolgação de quando eu estava com você, de uma criança quando ganha um brinquedo novo, justamente aquele que ela almejava tanto.
cê é a supernova depois das minhas explosões.
sinto como se estivesse em pedaços a cada vez que percebo a tua distância. rezei todos os dias para que aqueles sonhos fossem realidade, rezei para a dor acabar, mas só consegui me sentir em pedaços cada vez menores. conforme você se afastava era como se algo me quebrasse um pouco mais.
primeiro o teu silêncio cortante. logo depois a distância. e eu me perdi. completamente. de novo.
escrevo assim, bem pausadamente para que eu possa digerir cada palavra.
isso é como um pesadelo.
todos os meus planos cabiam você, agora não existem nem os planos.
nenhum cheiro é melhor que o teu, nenhuma voz é mais bonita que a tua, ninguém me faz sentir como eu me sentia contigo. e eu só peço que isso acabe.
sentia a mesma empolgação de quando eu estava com você, de uma criança quando ganha um brinquedo novo, justamente aquele que ela almejava tanto.
cê é a supernova depois das minhas explosões.
ler isso ouvindo vermilion pt. 2
foi em uma dessas manhãs esquisitas no final da primavera em que algo dentro de mim se quebrou, foi um barulho ensurdecedor, no qual fui a única que pude ouvir, meus olhos viraram mar por um instante e a sensação não foi nem um pouco boa, pois me senti pequena, pequena demais para debater, para continuar, para qualquer coisa. te observei ir embora, não disse nada, só deixei que fosse. o que poderia fazer? naquele momento nada me pareceu sensato. deus, como dói. me consumiu por inteiro a dor do arrependimento, da partida, do silêncio. do teu silêncio que foi me levando ao declínio rápido demais. rezei para não ser real, nada do que eu vi, do que eu ouvi, do que eu senti, entretanto, a dor estava presente para me lembrar que sim, tudo aquilo era real. e então eu chorei, chorei como se o mundo fosse acabar, era o que eu acreditava naquele dia.
ele tinha ido e não havia droga nenhuma a se fazer.
pedi com todas as minhas forças para que aquele maldito dia acabasse logo. não acabou, parece que continua até hoje. é como se eu nunca tivesse saído e você sequer tivesse entrado. e eu ainda posso sentir tudo se quebrando aqui dentro, cada vez em que eu vejo uma foto tua, que eu escuto aquela música, ou quando eu passava naqueles lugares.
doeu como o inferno quando você me tratou com frieza, era como se tudo estivesse desabando - mais uma vez -, e o que eu achei que não pudesse piorar, piorou.
enquanto eu lutava para que você saísse de mim, vinha o meu coração em contrapartida me obrigando a te deixar ficar.
nunca encontrei uma forma para lhe mostrar que o amor que tenho por ti é a coisa mais forte que sinto. acho que foi por isso que cê foi embora.
desculpa.
ele tinha ido e não havia droga nenhuma a se fazer.
pedi com todas as minhas forças para que aquele maldito dia acabasse logo. não acabou, parece que continua até hoje. é como se eu nunca tivesse saído e você sequer tivesse entrado. e eu ainda posso sentir tudo se quebrando aqui dentro, cada vez em que eu vejo uma foto tua, que eu escuto aquela música, ou quando eu passava naqueles lugares.
doeu como o inferno quando você me tratou com frieza, era como se tudo estivesse desabando - mais uma vez -, e o que eu achei que não pudesse piorar, piorou.
enquanto eu lutava para que você saísse de mim, vinha o meu coração em contrapartida me obrigando a te deixar ficar.
nunca encontrei uma forma para lhe mostrar que o amor que tenho por ti é a coisa mais forte que sinto. acho que foi por isso que cê foi embora.
desculpa.
ode a ys
eu te amo como a Princesa Leia amava o Han Solo, como o Sid amava a Nancy, como o Eric amava a Donna.
te amo com a certeza de que há milhares de estrelas no céu, de que há milhões de galáxias, de que Pearl Jam era uma das melhores bandas dos anos 90.
te amo com a esperança de que um dia eu voltarei e você será meu.
te amo assim como os dias ensolarados são bonitos, mas os nublados são mais aconchegantes, assim como sorvete de flocos é tão bom e Moonlight Sonata é a uma das coisas mais lindas que eu já ouvi. eu te amo assim como as músicas do Deftones me dão vontade de viver é as do Nirvana me deixam nostálgica.
te amo, assim como eu amo pôr do sol.
amo a escuridão do céu porque me lembra os teus cabelos pretos, amo cada detalhezinho teu, até a armadura do teu óculos e como ela fica perfeita sobre o teu rosto, amo a tua risada e o teu jeito aéreo, amo as tuas pernas, as tuas costas, as tuas mãos.
só não amo essa indiferença entre a gente, isso me faz pensar se eu continuo, se vale a pena. eu não amo o fato de escrever centenas de textos para você, e você não ler, tais textos que me escancaram o que
só não amo a dúvida, a distância. isso não amo de jeito nenhum.
te amo com a certeza de que há milhares de estrelas no céu, de que há milhões de galáxias, de que Pearl Jam era uma das melhores bandas dos anos 90.
te amo com a esperança de que um dia eu voltarei e você será meu.
te amo assim como os dias ensolarados são bonitos, mas os nublados são mais aconchegantes, assim como sorvete de flocos é tão bom e Moonlight Sonata é a uma das coisas mais lindas que eu já ouvi. eu te amo assim como as músicas do Deftones me dão vontade de viver é as do Nirvana me deixam nostálgica.
te amo, assim como eu amo pôr do sol.
amo a escuridão do céu porque me lembra os teus cabelos pretos, amo cada detalhezinho teu, até a armadura do teu óculos e como ela fica perfeita sobre o teu rosto, amo a tua risada e o teu jeito aéreo, amo as tuas pernas, as tuas costas, as tuas mãos.
só não amo essa indiferença entre a gente, isso me faz pensar se eu continuo, se vale a pena. eu não amo o fato de escrever centenas de textos para você, e você não ler, tais textos que me escancaram o que
só não amo a dúvida, a distância. isso não amo de jeito nenhum.
decidi escrever sobre você quando estava escutando uma playlist chamada "as músicas mais lindas do mundo", e tocava uma música do Elvis, isso tudo me remeteu à ti e precisava colocar pra fora um pouco de tudo o que acontece comigo quando você é o assunto.
poderia listar mil coisas e tornar tudo mais clichê que o convencional, tentarei não fazer isso.
bem, você me faz contestar todas as variações de todas as explicações sobre o amor, porque o que eu sinto vai além de todas elas, cê me faz acreditar nas coisas que nunca fizeram sentido para mim e duvidar das que faziam.
eu que não acreditava em destino, acaso ou em todas essas coisas, acho que os deuses te colocaram no meu caminho naquele dia e isso vai além da minha compreensão, agora me encontro rezando baixinho para que permaneça na minha vida, porque só o fato de pensar que você pode ir embora me apavora, assim como a escuridão me apavorava quando eu era criança.
adoraria encontrar palavras exatas para conseguir explicar o impacto que os seus olhos causam sobre mim, sinto o meu corpo entrar em ebulição cada vez que me toca, me desmonto cada vez que sorri e que me trás pra mais perto de ti, quando a tua pele entra em contato comigo minhas veias se eletrizam, é nesse momento em que te desejo como nunca, jamais desejei alguém.
te permiti entrar na minha vida e ver toda a minha vulnerabilidade. te permiti e isso me apavora.
quando os seus braços estacionam nos meus quadris, peço para que o tempo passe o mais devagar possível. me transformo numa garotinha toda vez que olha bem no fundo dos meus olhos e sussurra todas aquelas coisas que só a gente sabe.
frequentemente, paro para pensar na solidez das coisas que você diz e eu não sei se te levo a sério, porque te levar a sério significa dar mais importância e dar mais importância te trás pra mais perto de mim e te torna mais indispensável do que eu gostaria.
sabe, como posso sentir falta de alguém que vi a menos de 24h?
lembro exatamente de como me senti naquele dia em que conversamos a sós pela primeira vez, juro que tive a sensação de que todos os meus órgãos iriam explodir e sequer te olhei, para que tu não percebesse o quão vermelha eu estava, mas aí você sentou mais perto e beijou a minha mão, naquela fração de segundos soube que você não seria só mais um.
você me faz lembrar de tudo o que é bom, de tudo o que me faz feliz. o melhor de tudo é que você não se importa quando sou eu mesma, cê ri de todas as besteiras que falo e me faz sentir que posso ter salvação, talvez você seja a minha.
cê me tira de órbita sem precisar se esforçar, só pelo fato de estar perto. e me pergunto se é mesmo possível?
nem toda a astronomia desse mundo consegue explicar isso.
agora posso compreender como Carlos Drummond de Andrade se sentia quando escreveu todos aqueles poemas de amor.
poderia listar mil coisas e tornar tudo mais clichê que o convencional, tentarei não fazer isso.
bem, você me faz contestar todas as variações de todas as explicações sobre o amor, porque o que eu sinto vai além de todas elas, cê me faz acreditar nas coisas que nunca fizeram sentido para mim e duvidar das que faziam.
eu que não acreditava em destino, acaso ou em todas essas coisas, acho que os deuses te colocaram no meu caminho naquele dia e isso vai além da minha compreensão, agora me encontro rezando baixinho para que permaneça na minha vida, porque só o fato de pensar que você pode ir embora me apavora, assim como a escuridão me apavorava quando eu era criança.
adoraria encontrar palavras exatas para conseguir explicar o impacto que os seus olhos causam sobre mim, sinto o meu corpo entrar em ebulição cada vez que me toca, me desmonto cada vez que sorri e que me trás pra mais perto de ti, quando a tua pele entra em contato comigo minhas veias se eletrizam, é nesse momento em que te desejo como nunca, jamais desejei alguém.
te permiti entrar na minha vida e ver toda a minha vulnerabilidade. te permiti e isso me apavora.
quando os seus braços estacionam nos meus quadris, peço para que o tempo passe o mais devagar possível. me transformo numa garotinha toda vez que olha bem no fundo dos meus olhos e sussurra todas aquelas coisas que só a gente sabe.
frequentemente, paro para pensar na solidez das coisas que você diz e eu não sei se te levo a sério, porque te levar a sério significa dar mais importância e dar mais importância te trás pra mais perto de mim e te torna mais indispensável do que eu gostaria.
sabe, como posso sentir falta de alguém que vi a menos de 24h?
lembro exatamente de como me senti naquele dia em que conversamos a sós pela primeira vez, juro que tive a sensação de que todos os meus órgãos iriam explodir e sequer te olhei, para que tu não percebesse o quão vermelha eu estava, mas aí você sentou mais perto e beijou a minha mão, naquela fração de segundos soube que você não seria só mais um.
você me faz lembrar de tudo o que é bom, de tudo o que me faz feliz. o melhor de tudo é que você não se importa quando sou eu mesma, cê ri de todas as besteiras que falo e me faz sentir que posso ter salvação, talvez você seja a minha.
cê me tira de órbita sem precisar se esforçar, só pelo fato de estar perto. e me pergunto se é mesmo possível?
nem toda a astronomia desse mundo consegue explicar isso.
agora posso compreender como Carlos Drummond de Andrade se sentia quando escreveu todos aqueles poemas de amor.
esperar.
{ao ler esse texto recomendo que você, caro leitor, ouça a música Wait do M83}
te esperei por muito tempo e te esperaria por mais mil anos. porque eu preciso das suas mãos sob a minha pele, preciso do teu riso bobo, do teu cabelo castanho-escuro e da tua voz baixinha dizendo que sentiu a minha falta.
te espero porque cada pedacinho do meu coração tá preenchido por você. eu quero poder sentir o cheiro bom da tua nuca sempre que os dias estiverem pesados, quero morar no teu abraço, no teu peito, em você. não quero te deixar ir embora de mim.
te esperaria por mais mil anos só para poder ver o teu rosto de saudade e sentir o teu beijo de entrega.
quero sentir os teus dedos entrelaçados com os meus e poder pensar livremente no quanto eles se encaixam. quero te fazer dormir e ficar te olhando, em razão de que tenho tu só pra mim.
quero sentir os teus olhos me fitando toda vez em que estiver distraída e não quero nunca perder o frio na barriga todas as vezes em que chega bem pertinho de mim.
com você, eu iria para qualquer lugar do mundo e da galáxia, viajaria até mais de 26000 anos-luz, porque cada minuto ao teu lado é eterno.
te esperaria por mais mil anos só para poder escutar todas as suas histórias incríveis sobre tudo e ver a empolgação nos teus gestos, só porque tu adora quando eu te ouço. quero acordar com um "bom dia" teu e sonhar em passar o restante dos meus dias do teu lado, dado que a gente se enrolou de um jeito tão bagunçado, feito linhas de novelo de lã num baú velho. eu não quero achar jeito para te desenrolarem de mim.
cê é o restante do pó da estrela que eu nasci.
não quero que você seja uma supernova, não quero que você desapareça depois de me embevecer com a sua presença. eu quero que fique e seja a minha constelação.
embevecer: verbo & transitivo direto e pronominal
causar ou manifestar admiração profunda; enlevar(-se), extasiar(-se).
supernova: Supernova é um evento astronômico que ocorre durante os estágios finais da evolução de algumas estrelas, que é caracterizado por uma explosão muito brilhante. Por um curto espaço de tempo, isto causa um efeito similar ao surgimento de uma estrela nova, antes de desaparecer lentamente ao longo de várias semanas ou meses.
Em apenas alguns dias o seu brilho pode intensificar-se em 1 bilhão de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela tão brilhante quanto uma galáxia, mas, com o passar do tempo, sua temperatura e brilho diminuem lentamente.
constelação: Na astronomia moderna, uma constelação é uma área definida da esfera celeste. Essas áreas são agrupadas em torno de asterismos, padrões ou por estrelas importantes, aparentemente próximas umas das outras no céu noturno terrestre.
dc
dias de chuva me lembram quando você atravessou por aquele portão e eu não sabia se te veria de novo depois daquilo.
a sua falta arde, dilacera, e eu sinceramente não sei o que diabos fazer.
a sua falta arde, dilacera, e eu sinceramente não sei o que diabos fazer.
guerra fria.
não gosto de me limitar às coisas, mas é que desde que te conheci não tenho certeza se posso pensar em você daquele-jeito-que-você-sabe-qual, tenho medo de admitir que estou tão entregue e que os seus braços são a única moradia que me cabem agora.
sempre vesti uma armadura impenetrável e nela me mantive segura por muito tempo até achar você, vestindo a mesma armadura, embora parecesse mais resistente.
acho que você sabia muito bem como desarmar alguém, porque assim que colocou as mãos sobre a minha pele, foi tudo ao chão - a roupa e a bendita armadura -, desde aquele momento ela não me serviu mais.
não quero perder a batalha, não dessa vez.
porque agora me encontro sem meus armamentos costumeiros e isso me dá um medo absurdo. te peço que, por obséquio, não me quebre inteira, não sei se dessa vez aguento.
cê me fodeu do jeito mais covarde possível assim que me deixou vulnerável para o amor, porque como dizia Bukowski "o amor é um cão dos diabos" e, meu bem, você me arrastou para esse inferno. não estava pronta. o meu amor por você arde e é urgente, só quero te avisar uma coisa antes de jogar a primeira bomba - você não deveria se aventurar num amor tão intenso, se não tiver certeza de que é isso que quer.
sempre vesti uma armadura impenetrável e nela me mantive segura por muito tempo até achar você, vestindo a mesma armadura, embora parecesse mais resistente.
acho que você sabia muito bem como desarmar alguém, porque assim que colocou as mãos sobre a minha pele, foi tudo ao chão - a roupa e a bendita armadura -, desde aquele momento ela não me serviu mais.
não quero perder a batalha, não dessa vez.
porque agora me encontro sem meus armamentos costumeiros e isso me dá um medo absurdo. te peço que, por obséquio, não me quebre inteira, não sei se dessa vez aguento.
cê me fodeu do jeito mais covarde possível assim que me deixou vulnerável para o amor, porque como dizia Bukowski "o amor é um cão dos diabos" e, meu bem, você me arrastou para esse inferno. não estava pronta. o meu amor por você arde e é urgente, só quero te avisar uma coisa antes de jogar a primeira bomba - você não deveria se aventurar num amor tão intenso, se não tiver certeza de que é isso que quer.
tu
foi a melhor coisa que me aconteceu nesse ano. não digo da boca pra fora, nem de modo sensacionalista e muito menos pra te causar qualquer tipo de impressão, digo isso por todos os bons momentos que tivemos juntos, todas as conversas sérias e produtivas desde a sem nexo algum, das vezes que ficamos juntinhos sem fazer nada, ou até mesmo quando você ficava tão pertinho de mim que eu poderia sentir o teu coração bater.
uma vez li uma frase mais ou menos assim "você é uma daquelas chances boas que a vida não me daria duas vezes.", é por isso que eu tento apesar de tudo.
no dia que você me disse para não te abandonar, prometi a mim mesma que jamais o faria, e não gosto de descumprir promessas, essa é uma das poucas coisas na qual me orgulho.
bem, o que eu sinto por você já saiu do meu controle, porque é forte e cresce cada dia. mais e mais.
foi a melhor coisa que me aconteceu nesse ano. não digo da boca pra fora, nem de modo sensacionalista e muito menos pra te causar qualquer tipo de impressão, digo isso por todos os bons momentos que tivemos juntos, todas as conversas sérias e produtivas desde a sem nexo algum, das vezes que ficamos juntinhos sem fazer nada, ou até mesmo quando você ficava tão pertinho de mim que eu poderia sentir o teu coração bater.
uma vez li uma frase mais ou menos assim "você é uma daquelas chances boas que a vida não me daria duas vezes.", é por isso que eu tento apesar de tudo.
no dia que você me disse para não te abandonar, prometi a mim mesma que jamais o faria, e não gosto de descumprir promessas, essa é uma das poucas coisas na qual me orgulho.
bem, o que eu sinto por você já saiu do meu controle, porque é forte e cresce cada dia. mais e mais.
cacto florido
escolhi dizer que te amava no momento em que mais te odiei.
por mais que essa frase soe contraditória, essa foi a maior prova de todas.
arrisquei-me e tirei coragem de onde nem sabia que tinha para te falar sobre isso, porque não era só eu que estava te odiando naquele momento, você também estava.
arrisquei-me porque também sei do seu medo dessa frase, sei o quanto ela te aterroriza, todavia, apenas quis te mostrar o poder gigantesco e que consigo te amar até nos momentos mais difíceis em que nem falamos de amor.
te falar isso na hora menos esperada da vida foi para reafirmar que tô aqui por você até quando não precisar, até quando parecer não merecer. quero que enxergue que nem de espinhos é feito um cacto, que ainda há flores nele. assim como você.
por mais que essa frase soe contraditória, essa foi a maior prova de todas.
arrisquei-me e tirei coragem de onde nem sabia que tinha para te falar sobre isso, porque não era só eu que estava te odiando naquele momento, você também estava.
arrisquei-me porque também sei do seu medo dessa frase, sei o quanto ela te aterroriza, todavia, apenas quis te mostrar o poder gigantesco e que consigo te amar até nos momentos mais difíceis em que nem falamos de amor.
te falar isso na hora menos esperada da vida foi para reafirmar que tô aqui por você até quando não precisar, até quando parecer não merecer. quero que enxergue que nem de espinhos é feito um cacto, que ainda há flores nele. assim como você.
blue light
Quando a tua luz azul apagou, me senti perdida. Durante todos os dias que a sua epiderme não tocou a minha, eu chorei. Teu silêncio era tão alto quanto qualquer grito e me ensurdecia, estão sendo dias tortuosos de abstinência. Meus átomos amavam os seus.
Te esperei muitas e muitas vezes inutilmente, tornei-me refém da minha insônia, perdida em devaneios.
Quero fugir para longe de mim mesma, onde não tenha nenhuma lembrança tua, onde a tua voz e a imagem dos teus olhos direcionados a mim, não existam.
Me quebro em mil pedaços sempre que a sua presença se torna mais distante de onde meus olhos te enxergavam.
Durante esses dias, não conseguia escrever sobre você, visto que a escrita tornava a sua ausência real e não podia lidar com a realidade, porque minhas forças estavam rasas. Me perdi e ainda não me reencontrei.
Todos os dias cutuco as minhas feridas demasiadamente, e elas sangram e ardem por toda a minha alma, dado que foi ela que te entreguei, com todo o medo do mundo, mas ainda assim com toda a devoção que eu conhecia.
Choro tanto na esperança de você escorrer pra fora de mim.
Não conhecia o amor até te encontrar, parece uma daquelas frases genéricas, porém, foi nos teus lábios e dentro do teu abraço que - finalmente - pude entender os significados e sinônimos dessa palavra, só não esperava que ela estivesse acompanhada da dor mais cortante que poderia sentir, eu que sempre fui intensa demais sinto transbordar por toda parte, penso todos os dias que esse fardo é demais para o que suporto levar nessa vida.
É terrível pensar que a tua presença, se tornou somente uma música triste.
Ainda hoje chorei de novo por sentir a tua falta mais do que deveria.
Te esperei muitas e muitas vezes inutilmente, tornei-me refém da minha insônia, perdida em devaneios.
Quero fugir para longe de mim mesma, onde não tenha nenhuma lembrança tua, onde a tua voz e a imagem dos teus olhos direcionados a mim, não existam.
Me quebro em mil pedaços sempre que a sua presença se torna mais distante de onde meus olhos te enxergavam.
Durante esses dias, não conseguia escrever sobre você, visto que a escrita tornava a sua ausência real e não podia lidar com a realidade, porque minhas forças estavam rasas. Me perdi e ainda não me reencontrei.
Todos os dias cutuco as minhas feridas demasiadamente, e elas sangram e ardem por toda a minha alma, dado que foi ela que te entreguei, com todo o medo do mundo, mas ainda assim com toda a devoção que eu conhecia.
Choro tanto na esperança de você escorrer pra fora de mim.
Não conhecia o amor até te encontrar, parece uma daquelas frases genéricas, porém, foi nos teus lábios e dentro do teu abraço que - finalmente - pude entender os significados e sinônimos dessa palavra, só não esperava que ela estivesse acompanhada da dor mais cortante que poderia sentir, eu que sempre fui intensa demais sinto transbordar por toda parte, penso todos os dias que esse fardo é demais para o que suporto levar nessa vida.
É terrível pensar que a tua presença, se tornou somente uma música triste.
Ainda hoje chorei de novo por sentir a tua falta mais do que deveria.
eu te fiz enorme em mim. tão enorme que no dia que cê foi embora me rasgou todinha feito folha velha e sem uso.
me perdi completamente no emaranhado da minha própria cabeça.
você foi se tornando neblina tão cinzenta que me impossibilitou de achar a luz.
não tô sabendo lidar com a abstinência que a tua ausência me causou, você tá presente em cada pulsar do meu coração. a imensidão da dor que me causa é tão fora do comum que transborda todos os dias demasiadamente.
já não sei para onde correr, tentei viver no modo automático, entretando, tenho tanto sentimento que é impossível. sinto cada partezinha do meu corpo se retrair em desespero, sinto minhas mãos tremerem e garganta se encher de nós.
cê foi embora e levou a minha esperança junto.
me perdi completamente no emaranhado da minha própria cabeça.
você foi se tornando neblina tão cinzenta que me impossibilitou de achar a luz.
não tô sabendo lidar com a abstinência que a tua ausência me causou, você tá presente em cada pulsar do meu coração. a imensidão da dor que me causa é tão fora do comum que transborda todos os dias demasiadamente.
já não sei para onde correr, tentei viver no modo automático, entretando, tenho tanto sentimento que é impossível. sinto cada partezinha do meu corpo se retrair em desespero, sinto minhas mãos tremerem e garganta se encher de nós.
cê foi embora e levou a minha esperança junto.
