Talvez eu nem sentisse mais, talvez não tivesse mais coração e as lágrimas ainda insistiam em cair. Não sei mais como curar as feridas de tempos, pois nem o tempo que é o encarregado de tudo cura, me descobri distante mesmo que eu esteja entre tudo, e como se esquece todo o passado? Como se esquece as coisas ruins da vida? Aliás, tem como? Ouço, de vez em quando, a tua voz me chamando, quase um sussurro sombrio. Estou condenada as dores antigas e as que estão por vir, involuntariamente as lágrimas caiem como uma enxurrada, perdida no meio do nada grito em vão até que talvez alguém posso escutar, eu pedi para que parasse, implorei pra que passasse, mas não passou, não parou. Gostaria de saber como conseguir me safar de toda essa tristeza trancada dentro de mim. "Ora, olhe para luz." Que luz? Nessa escuridão não há lugar para luz, na minha escuridão, no meu eu peço para que alguém ilumine, peço para que alguém me ouça e enxugue as lágrimas e salve uma alma perdida. Porque uma alma fora do corpo é como uma canção sem melodia.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Como uma canção sem melodia
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Talvez eu nem sentisse mais, talvez não tivesse mais coração e as lágrimas ainda insistiam em cair. Não sei mais como curar as feridas de tempos, pois nem o tempo que é o encarregado de tudo cura, me descobri distante mesmo que eu esteja entre tudo, e como se esquece todo o passado? Como se esquece as coisas ruins da vida? Aliás, tem como? Ouço, de vez em quando, a tua voz me chamando, quase um sussurro sombrio. Estou condenada as dores antigas e as que estão por vir, involuntariamente as lágrimas caiem como uma enxurrada, perdida no meio do nada grito em vão até que talvez alguém posso escutar, eu pedi para que parasse, implorei pra que passasse, mas não passou, não parou. Gostaria de saber como conseguir me safar de toda essa tristeza trancada dentro de mim. "Ora, olhe para luz." Que luz? Nessa escuridão não há lugar para luz, na minha escuridão, no meu eu peço para que alguém ilumine, peço para que alguém me ouça e enxugue as lágrimas e salve uma alma perdida. Porque uma alma fora do corpo é como uma canção sem melodia.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Mais uma vez a mesma história do coração partido
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Prometi para mim que não escreveria mais sobre ti. Escrevi. Tentei parar de pensar em você, é pensei.
Já está fora do controle, minha mão escreve sobre você sem eu perceber, meu subconsciente transmite a tua imagem e é sem querer, tento, juro. Prometi para deus e o mundo esquecer-te, mas não tá dando certo."Fodeu" eu penso, me encontrei quando te conheci, demorei para reconhecer que o meu "eu" alegre estava em você e agora veja, justamente eu que dizia que não te amava agora te amo, timidamente descontrolavelmente ao mesmo tempo. Eis um coração acelerado e triste, porra eu tô triste de novo, socorro. Te vi me olhando descaradamente, sorri, longe do teu olhar. E agora? Me apaixonei mais uma vez pelo cara errado, mais essa!
Vou arrumar minha bagagem e sumir e (tentar) esquecer de ti, o que tu fez? Arrancou o meu coração do meu peito e levou pra ti, devolva-o imediatamente oras! Por favor, devolva.
Logo ele, o cara que eu nunca imaginaria, o último cara que eu olharia muito menos me apaixonaria tomou o meu coração.
Ô céus, mais uma vez a mesma história de amor bagunçado pra minha vida, haja palavras pra tamanha melancolia. Mas esse texto não é sobre você, é sobre eu tentando não me apaixonar (mais).
Eu e o caus.
Gritei;
O eco me gritou de voltaNão havia ninguém a não ser eu mesma
Me perdi no meio do nada
no branco sem fim
em uma esfera onde não exista mais nada
e nem saída.
domingo, 25 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Lost.
sábado, 24 de novembro de 2012
Eu tinha você nas minhas mãos, agora tenho apenas na minha mente. Te vejo indo lentamente, quase que de propósito. Ignorei. Tentei ignorar a dor, sabe, dizem que é quase como um paraíso quando para de doer, mas ainda não parou, pelo contrário só começou. Tenho pena de mim. Vou sofrer por tanto tempo ainda. Ou não, quem sabe. Gostaria de ficar por aí, dando voltas pelo mundo, talvez eu perca a dor por aí. Tenho tanta urgência. Urgência dos teus olhos, urgência das tuas mãos, urgência da tua pele, urgência de ti por completo. "Ei, volte! Ainda há tempo." Será mesmo que o tempo já não se cansou de me pertencer? E você, porque cansou? Diga. Você não faz mais parte do meu eu. Sabe, isso está criando uma confusão dentro de mim, não sei mais o que sentir, sinto tudo de uma só vez. E isso tá fodendo comigo, isso tá me enlouquecendo. É estranho lidar com o mundo todo sozinha, entenda, desaprendi a passar por isso. Foi tão bonito quando a tua escuridão clareou a minha e vice-versa, nossos corações renasceram das cinzas, assim como a Fênix. Mas daí me deparei com você distante e com o meu coração partido. Primeiro eu perdi você e depois me perdi.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
A saudade resolveu ficar desta vez.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Está tudo fora do lugar, o quadro torto do lado esquerdo da estante não está mais lá, o bule de chá já não berra avisando que está na hora de tirá-lo do fogo, as folhas não estão mais verdes e nem é outono, os pássaros não cantam com tanta frequência, o lado esquerdo da cama está frio e tem um espaço enorme no armário como no lugar onde você se orgulhava de estar. Lá fora está nevando, quase uma nevada, uma tempestade, assim como a que está dentro de mim, tá frio, tá doendo muito, a tua ausência me faz mal, eu só queria te ver passar por entre essa porta e me abraçar forte, sussurrar que tu me ama. Sabe, ainda tem uma blusa tua jogada nas minhas roupas, eu a abracei tão forte que por um momento pensei que estivesse te abraçando, ela ainda tem teu cheiro. Tá frio dentro de mim, tem um vazio enorme no lugar que era teu, tava ouvindo aquela música, a tua favorita que tu ficava cantarolando até me irritar e quando via que eu estava irritada começa a cantar mais auto e mais auto, é você conseguiu me fazer gostar da música, e confesso que chorei a ouvindo, sinto a tua falta e eu queria tanto poder te dizer isso, mas não só “sinto a tua falta.” algo mais, entende? Algo mais que “sinto a tua falta” e menos que “eu te amo”, algo como “fica pra sempre?” talvez seria o bastante. Eu não me acostumo com a vida sem você e nem quero me acostumar. Tenho que confessar que sinto falta de te ver distraído fumando o teu cigarro, por mais que muitas vezes queria estar no lugar dele de tanta atenção que prestava naquele cigarro. Tu se foi me deixando tão triste, tão desolada, chorando como uma criança que machucou o joelho, mas no meu caso foi o coração, e se tu pudesse me ouvir eu só diria uma coisa: Volta?

