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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Se você está.

domingo, 8 de fevereiro de 2015
Fazia tempo que não sentia algo tão arrebatador por alguém, fazia tempo que não sentia aquele maldito frio na barriga e todas aquelas coisas de quando se está apaixonado. Bem, essas coisas são complicadas e aqui estou eu escrevendo um texto de madrugada regada a insônia porque eu simplesmente não paro de pensar em você, minha maldita mente está cheia de você, como se fosse uma praga. Essas músicas românticas me fazem mal, porque me fazem pensar em como gostaria de ter você por perto e não posso, eu sou incapaz de ter você por perto e isso faz sentir-me terrível. Adoro os seus olhos verdes que me fazem entrar em pane cada vez que você me olha, seu cheiro é o melhor cheiro que eu possa sentir e tudo o que me lembra você é lindo. Queria tanto ter você por perto que até esqueço de qualquer outra coisa, tu consegue me tomar de um jeito que não lembro de ter sentido nada igual. Você me quebra por dentro como um espelho, estou cada vez mais frágil. Eu preciso falar de você, porque é simplesmente impossível não falar de algo quando está na nossa mente. Você colore meu mundo apenas por estar por perto, você me tem por inteira e isso não é nem de longe a pior coisa que faz comigo.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

minha saudade é tua.

domingo, 1 de fevereiro de 2015
 escrevo versos para você, mesmo sabendo que nunca os lerá. a saudade é escrita por letras negras durante a madrugada. as lembranças e ilusões que me atordoam tem o teu nome, minha saudade tem teu nome.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Teus olhos me fazem falta

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Ben, desde quando você se foi as coisas estão mais chatas. O noticiário só diz coisas ruins e aquele senhor gentil das frutas não passa mais por aqui, não tive coragem de ver mais o nosso filme e sempre tento evitar de passar por aquele prédio grande e velho que você tanto adorava. Comprei incensos, apesar de saber que você os odiava, mas você não vai voltar para reclamar deles, não é mesmo? É estranho ir ao cinema e não sentir suas mãos por cima das minhas e nem olhar nos teus olhos castanho claros risonhos. Ben, desde do dia em que você se foi eu acho que as coisas ficaram mais chatas, sinto falta daquelas suas estórias malucas e dos seus livros sobre bruxaria. Você era um louco. Não consigo ver o pôr do sol sem lembrar da sua expressão de deslumbre. Certo dia estava lembrando quando você colocou uma daquelas suas músicas bregas e me puxou pra dançar -mesmo sabendo que sou desastrada- você era um romântico não assumido, mas eu detestava tanto quando você começava a falar como a politica atual estava terrível. Seu cheiro ainda está em algumas coisas, nas quais não tive a coragem de tocar, você sabe que sou tão fraca para essas coisas e custo me desapegar, tanto que ainda não me desapeguei de você. Ben, você me faz tanta falta.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Algo me rasga por dentro.
Algo que me rasga por dentro me deixa incapaz.
Algo que me rasga tão fundo que fico sem forças.
Tenho a sensação de estar sozinha por onde quer que eu vá, tenho a sensação de que nunca irei me encaixar em nenhum canto desse mundo.
Algo está me rasgando mais fundo.
Sinto que nada poderá me salvar se nem sequer eu mesma consigo.
Afasto as pessoas por medo de machucá-las.
Algo me rasga ainda mais.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

anomalia

terça-feira, 11 de novembro de 2014
o amor é uma anomalia formada de outra anomalia.
será que é algo que, de uma anomalia tornou-se algo bonito, ou não passa de uma coisa que não deveria existir? será que a parte "bonita" do amor não passa de uma alucinação geral?
esse amor estampado em livros e filmes pode ser somente uma idealização de alguém que muitos acreditaram ser a real definição. amor é a idealização, amor é troca de favores, amor é proteção.
não é necessariamente um sentimento forte e bonito, talvez o amor não exista.
assim como duvidam da existência de deus eu duvido da existência do amor e parto do princípio que ele seja só uma idealização, ou seja, você ama o que inventa sobre o outro.
o amor não machuca, o amor não dói, o que dói é a decepção, é ver que aquilo que você acreditava ser não era.
talvez o amor não seja nada daquilo que eu disse, talvez ele exista, quem garante? mas o amor ainda é uma anomalia.

domingo, 5 de outubro de 2014

Quando você apareceu

domingo, 5 de outubro de 2014
quando você apareceu filtrou todos os meus medos, virou parte de mim como uma peça importante que me fizesse funcionar corretamente. quando você apareceu as coisas bonitas tornaram-se mais bonitas, você foi como o apoio que eu precisava e me escutava mesmo sem eu te dizer, e me salvado e me entregado amor quando eu mais precisava sem ter dito. quando você apareceu meu interior floresceu e foi como se você me conhecesse há eras porque me decifrou como a tua charada favorita.
quando você apareceu arrumou toda a minha bagunça perfeitamente e me fez sentir como se eu fosse o teu filme preferido, mostrou-me todos os sentimentos bonitos, até os que eu não conhecia. você não deixou que eu lutasse conta o mundo sozinha e me levou para casa a salvo, tu é mais bonito que aquele modelo do poster na minha parede. quando você apareceu e sorriu tudo parou; foi como se o mundo todo congelasse só pra ver teu sorriso e os meus olhos ao vê-lo, você trouxe toda a luz que eu precisava.
quando você apareceu me fez sentir infinita e viva outra vez e libertou-me da minha prisão interior, fez com que acabasse todo o vazio e a desordem emocional.
quando você apareceu foi como se eu tivesse escutado minha música favorita pela primeira vez.

nota mental:

um único telefonema de madrugada, era engano; o que me fez acreditar que estava sozinha.
"é só uma temporada de tristeza" pensei. percebi que as coisas parecem ser mais agudas pela madrugada, os amores são mais intensos, um final é mais dolorido e o silencio é ensurdecedor, me resta mais umas gotas de esperança, meu chá já acabou e eu me lembrei que a vida é tirana. claro que as coisas não são sempre cinzas, mas é que me sinto em um filme dos anos 20. mas daqui da minha janela observando esse mundo, essa gente, percebo suas angústias particulares passando despercebidas nessa imensidão egoísta e sem tempo, acredito novamente que estou sozinha. nada muda, só parece diferente ao passar dos anos, as histórias são as mesmas, só quem mudam são os protagonistas. esse blá blá blá é sempre o mesmo. às vezes eu acho que ninguém está disposto a ouvir as reclamações do outro realmente, por isso as pessoas sempre parecem estar no mundo da lua quando você conta daquela coisa chata. meu caro, estamos sozinhos nesse mundo gigantesco, a nossa tristeza não tem solução permanente.

minha dor de cabeça ainda não passou.
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