segunda-feira, 13 de abril de 2015
foram esquecendo tanto que até virou vergonhoso. são chamados de loucos os que fazem algo pelo sentimento, quiseram colocar ferro no lugar do coração, trataram como doença o que era pra ser tratado como o que é belo. todos parecem robôs programados para dizer "bom dia".
não erre, não ame, não chore, não sinta.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
não é culpa minha.
não me culpe por ter tido uma escolha, não me culpe por querer ser livre e cuidar do meu próprio nariz.
não me culpe por recusar a lhe servir.
não me culpe por ter beijado mais de um em uma só noite.
não me culpe por ter abortado.
não me culpe por ganhar mais que você.
não me chame de "sexo frágil".
não me agrida fisicamente ou verbalmente, caso recusar a ficar com você.
não me chame de puta, vadia, cachorra e feminazi, por lutar pelos meus direitos.
não me julgue por ter mais sapatos que livros.
não me julgue por ter cabelo comprido demais ou curto demais.
não me julgue por deixar meus pelos crescerem.
não me mande fazer coisas de "mulherzinhas".
isso porque eu sou dona do meu corpo, das minhas escolhas, e você, você não pode me condenar pelas minhas escolhas, apenas deve aprender a lidar que eu posso e eu vou.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
é loucura um coração como o teu ter amado um coração como o meu
é terrível perceber que tinha algo tão lindo e que deixei escapar por entre minhas mãos trêmulas. eu consigo entender perfeitamente o que deixei de fazer e preciso dizer: nunca me senti tão arrependida.
eu tento me manter forte quanto à isso, mas já decorei a maior parte dessas músicas tristes que se ouvem por aí, sei de cor as frases de filmes românticos.
já escrevi tanto sobre isso que nem sei mais onde encontrarei palavras para descrever tudo o que sinto e não gostaria de sentir, queria poder tirar das costas essa mochila pesada de sentimentos em relação a você.
quando abri meus olhos foi tarde demais.
gostaria de poder arrancar essas coisas da mente e acabar de uma vez por todas com esse sentimento.
não quero me sentir como um verme todas as vezes que percebo que jamais o terei.
sábado, 7 de março de 2015
Eu sou todos os cinco minutos de Be Quiet And Drive. Sou um desastre e não sei dançar. Tenho um jeito meio torto de amar e não levo jeito para abraços. Sou amante do silêncio. Adoro o jeito como a cidade fica a noite. Sempre acho que esqueci alguma coisa, na maioria das vezes estou certa disso. Sou magrela e tenho unhas grandes que só pinto de preto. Me fascino tão rápido por histórias bizarras, tal como serial killers e massacres. Acredito em tudo ao mesmo que não acredito em nada. Não gosto de falar. Choro sofregamente por tudo e sempre acho que a vida pode acabar em um minuto. Tenho olheiras que jamais saem, marcas das minhas noites em claro por pensar demais. Minhas mãos estão sempre geladas. Eu tropeço em tudo e nunca presto atenção em nada, talvez por passar tempo demais no mundo da lua. Gosto dos pôsteres grudados na parede do meu quarto, passo horas olhando para o pedacinho do céu da minha janela. Acho que o mundo é tão grande e eu tão pequena.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Faz parte do teu show
Te escrevo com letras pretas todo o meu sentimento, os quais já não cabem mais no amontoado do meu peito. Esse teu jeito de ser todo dado ao mundo, boêmio e poético que me faz querer-te perto, baby você é um enigma no qual adoraria desvendar, um desajustado no qual adoraria colocar na linha, na minha linha.
Fico contando com o acaso para que eu possa lhe encontrar em alguma esquina dessa cidade de loucos e poder ouvir a tua risada repetidas vezes. Quero fugir contigo para aonde quiseres ir, qualquer lugar junto de ti seria o melhor lugar que poderia existir, me entregarei toda para você. Mostra-me que a solidão não é tão bonita quanto eu pensava, canta Cazuza para mim porque isso tudo faz parte do teu show, meu amor.