sempre me pergunto por qual razão que as palavras sempre tem que fazer sentido, nunca entendi por que tudo deve ficar certinho. nem sempre o que eu sinto é certo e faz sentido, e seria infiel transformar os sentimentos mais confusos em fragmentos certos.
seria como se alguém arrumasse teu quarto porque julga estar bagunçado e depois dessa arrumação toda você não conseguir mais encontrar nada, como se perder numa bagunça inversa.
é por isso que grande parte de tudo o que eu digo e/ou escrevo não faz sentido algum.
nem todas as bagunças devem ser arrumadas.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
desajuste
eu canso cedo demais das coisas, das pessoas. perco interesse tão rápido pelo certo e vou me apegando cada vez mais no errado. dos lados, sempre escolhi a direção contrária, os bares cheios nunca me satisfaziam, toda aquela gente embriagada e sorridente faziam com que eu me sentisse deslocada. não gosto porque toda aquela alegria é fajuta, todos estão tentando matar as angustias com álcool. sempre me aconcheguei nos lugares estranhos e de gente estranha, todos visivelmente melancólicos. cada qual no seu canto tragando um minuto a menos de vida. essa velha melancolia rabugenta que se esconde em becos escuros sempre foi o tipo de coisa que nunca me deixou enjoada. sinto-me segura agarrada nos braços do incomum.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
das coisas escondidas na gaveta
segunda-feira, 20 de abril de 2015
eu tentei, juro que tentei
dia após dia, mas está cada vez mais distante do final
luto para que isso se torne menos real
e já prometi a mim mesma tantas vezes que iria somente levantar e sorrir, só que parece tão difícil
vou me deixando cair no mesmo buraco e por lá permanecer
o buraco dos meus medos e incertezas, onde não podem ser ouvidos gritos e sentenças
o buraco da minha alma quebrada, o buraco que se mantém escuro e fundo
as escolhas parecem ser tão permanentes, assim como as dores
me sinto tão cansada disso
como um cão velho em seus últimos decretos
dia após dia, mas está cada vez mais distante do final
luto para que isso se torne menos real
e já prometi a mim mesma tantas vezes que iria somente levantar e sorrir, só que parece tão difícil
vou me deixando cair no mesmo buraco e por lá permanecer
o buraco dos meus medos e incertezas, onde não podem ser ouvidos gritos e sentenças
o buraco da minha alma quebrada, o buraco que se mantém escuro e fundo
as escolhas parecem ser tão permanentes, assim como as dores
me sinto tão cansada disso
como um cão velho em seus últimos decretos
segunda-feira, 13 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
poder compreender o ser humano se torna mais difícil conforme vão evoluindo em muitos aspectos, o que esquecem de evoluir é a parte mais bonita de um ser, vão calando aos poucos cada sentimento até que não possam mais serem ouvidos. vão deixando de lado empoeirando.
foram esquecendo tanto que até virou vergonhoso. são chamados de loucos os que fazem algo pelo sentimento, quiseram colocar ferro no lugar do coração, trataram como doença o que era pra ser tratado como o que é belo. todos parecem robôs programados para dizer "bom dia".
não erre, não ame, não chore, não sinta.
foram esquecendo tanto que até virou vergonhoso. são chamados de loucos os que fazem algo pelo sentimento, quiseram colocar ferro no lugar do coração, trataram como doença o que era pra ser tratado como o que é belo. todos parecem robôs programados para dizer "bom dia".
não erre, não ame, não chore, não sinta.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
não condene minha roupa ou o modo como ajo.
não é culpa minha.
não me culpe por ter tido uma escolha, não me culpe por querer ser livre e cuidar do meu próprio nariz.
não me culpe por recusar a lhe servir.
não me culpe por ter beijado mais de um em uma só noite.
não me culpe por ter abortado.
não me culpe por ganhar mais que você.
não me chame de "sexo frágil".
não me agrida fisicamente ou verbalmente, caso recusar a ficar com você.
não me chame de puta, vadia, cachorra e feminazi, por lutar pelos meus direitos.
não me julgue por ter mais sapatos que livros.
não me julgue por ter cabelo comprido demais ou curto demais.
não me julgue por deixar meus pelos crescerem.
não me mande fazer coisas de "mulherzinhas".
isso porque eu sou dona do meu corpo, das minhas escolhas, e você, você não pode me condenar pelas minhas escolhas, apenas deve aprender a lidar que eu posso e eu vou.
não é culpa minha.
não me culpe por ter tido uma escolha, não me culpe por querer ser livre e cuidar do meu próprio nariz.
não me culpe por recusar a lhe servir.
não me culpe por ter beijado mais de um em uma só noite.
não me culpe por ter abortado.
não me culpe por ganhar mais que você.
não me chame de "sexo frágil".
não me agrida fisicamente ou verbalmente, caso recusar a ficar com você.
não me chame de puta, vadia, cachorra e feminazi, por lutar pelos meus direitos.
não me julgue por ter mais sapatos que livros.
não me julgue por ter cabelo comprido demais ou curto demais.
não me julgue por deixar meus pelos crescerem.
não me mande fazer coisas de "mulherzinhas".
isso porque eu sou dona do meu corpo, das minhas escolhas, e você, você não pode me condenar pelas minhas escolhas, apenas deve aprender a lidar que eu posso e eu vou.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
é loucura um coração como o teu ter amado um coração como o meu
quarta-feira, 1 de abril de 2015
mais uma vez eu recorro a um texto, prefiro ouvir o barulho da máquina enquanto digito do que meus pensamentos contantes.
é terrível perceber que tinha algo tão lindo e que deixei escapar por entre minhas mãos trêmulas. eu consigo entender perfeitamente o que deixei de fazer e preciso dizer: nunca me senti tão arrependida.
eu tento me manter forte quanto à isso, mas já decorei a maior parte dessas músicas tristes que se ouvem por aí, sei de cor as frases de filmes românticos.
já escrevi tanto sobre isso que nem sei mais onde encontrarei palavras para descrever tudo o que sinto e não gostaria de sentir, queria poder tirar das costas essa mochila pesada de sentimentos em relação a você.
quando abri meus olhos foi tarde demais.
gostaria de poder arrancar essas coisas da mente e acabar de uma vez por todas com esse sentimento.
não quero me sentir como um verme todas as vezes que percebo que jamais o terei.
é terrível perceber que tinha algo tão lindo e que deixei escapar por entre minhas mãos trêmulas. eu consigo entender perfeitamente o que deixei de fazer e preciso dizer: nunca me senti tão arrependida.
eu tento me manter forte quanto à isso, mas já decorei a maior parte dessas músicas tristes que se ouvem por aí, sei de cor as frases de filmes românticos.
já escrevi tanto sobre isso que nem sei mais onde encontrarei palavras para descrever tudo o que sinto e não gostaria de sentir, queria poder tirar das costas essa mochila pesada de sentimentos em relação a você.
quando abri meus olhos foi tarde demais.
gostaria de poder arrancar essas coisas da mente e acabar de uma vez por todas com esse sentimento.
não quero me sentir como um verme todas as vezes que percebo que jamais o terei.