Quando a tua luz azul apagou, me senti perdida. Durante todos os dias que a sua epiderme não tocou a minha, eu chorei. Teu silêncio era tão alto quanto qualquer grito e me ensurdecia, estão sendo dias tortuosos de abstinência. Meus átomos amavam os seus.
Te esperei muitas e muitas vezes inutilmente, tornei-me refém da minha insônia, perdida em devaneios.
Quero fugir para longe de mim mesma, onde não tenha nenhuma lembrança tua, onde a tua voz e a imagem dos teus olhos direcionados a mim, não existam.
Me quebro em mil pedaços sempre que a sua presença se torna mais distante de onde meus olhos te enxergavam.
Durante esses dias, não conseguia escrever sobre você, visto que a escrita tornava a sua ausência real e não podia lidar com a realidade, porque minhas forças estavam rasas. Me perdi e ainda não me reencontrei.
Todos os dias cutuco as minhas feridas demasiadamente, e elas sangram e ardem por toda a minha alma, dado que foi ela que te entreguei, com todo o medo do mundo, mas ainda assim com toda a devoção que eu conhecia.
Choro tanto na esperança de você escorrer pra fora de mim.
Não conhecia o amor até te encontrar, parece uma daquelas frases genéricas, porém, foi nos teus lábios e dentro do teu abraço que - finalmente - pude entender os significados e sinônimos dessa palavra, só não esperava que ela estivesse acompanhada da dor mais cortante que poderia sentir, eu que sempre fui intensa demais sinto transbordar por toda parte, penso todos os dias que esse fardo é demais para o que suporto levar nessa vida.
É terrível pensar que a tua presença, se tornou somente uma música triste.
Ainda hoje chorei de novo por sentir a tua falta mais do que deveria.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
eu te fiz enorme em mim. tão enorme que no dia que cê foi embora me rasgou todinha feito folha velha e sem uso.
me perdi completamente no emaranhado da minha própria cabeça.
você foi se tornando neblina tão cinzenta que me impossibilitou de achar a luz.
não tô sabendo lidar com a abstinência que a tua ausência me causou, você tá presente em cada pulsar do meu coração. a imensidão da dor que me causa é tão fora do comum que transborda todos os dias demasiadamente.
já não sei para onde correr, tentei viver no modo automático, entretando, tenho tanto sentimento que é impossível. sinto cada partezinha do meu corpo se retrair em desespero, sinto minhas mãos tremerem e garganta se encher de nós.
cê foi embora e levou a minha esperança junto.
me perdi completamente no emaranhado da minha própria cabeça.
você foi se tornando neblina tão cinzenta que me impossibilitou de achar a luz.
não tô sabendo lidar com a abstinência que a tua ausência me causou, você tá presente em cada pulsar do meu coração. a imensidão da dor que me causa é tão fora do comum que transborda todos os dias demasiadamente.
já não sei para onde correr, tentei viver no modo automático, entretando, tenho tanto sentimento que é impossível. sinto cada partezinha do meu corpo se retrair em desespero, sinto minhas mãos tremerem e garganta se encher de nós.
cê foi embora e levou a minha esperança junto.
já vai fazer quase três semanas que eu não sei o que é te ter pertinho de mim. nesses dias eu tenho ouvido "barquinho de papel" como se fosse uma oração. como se pudesse me salvar do vazio que você deixou.
eu tô tentando ser forte, mas a tua ausência me assusta, a tua ausência me dói. essa dor me cega, me dilacera, me parte ao meio.
eu não sei ficar sem notícias tuas. teu silêncio é como arma de fogo apontada pra mim.
passaram-se quase três semanas e ainda me sinto tão perdida quanto no primeiro dia.
eu rezo todas as noites para que essa dor toda pare, porque eu não sei se aguento levar ela por mais tempo.
eu não tava preparada pra ver você indo embora de vez da minha vida, nunca quis nem imaginar como e quando isso aconteceria, só queria estar mais forte para quando isso acontecesse. todos os dias eu choro demasiadamente.
eu tô tentando ser forte, mas a tua ausência me assusta, a tua ausência me dói. essa dor me cega, me dilacera, me parte ao meio.
eu não sei ficar sem notícias tuas. teu silêncio é como arma de fogo apontada pra mim.
passaram-se quase três semanas e ainda me sinto tão perdida quanto no primeiro dia.
eu rezo todas as noites para que essa dor toda pare, porque eu não sei se aguento levar ela por mais tempo.
eu não tava preparada pra ver você indo embora de vez da minha vida, nunca quis nem imaginar como e quando isso aconteceria, só queria estar mais forte para quando isso acontecesse. todos os dias eu choro demasiadamente.
05.06
a minha cabeça dói.
eu tô tentando entender quem eu sou e pra onde eu vou. até agora não cheguei a nenhuma conclusão, não adianta ler nenhum texto de motivação, a angústia crescente no meu peito já tá criando vida própria.
sabe quando cê olha no espelho e não te reconhece mais? pois é, tô parando de me olhar no espelho.
me deixei em algum lugar ou alguma pessoa, porque já não sei mais onde que eu tô.
todo dia eu tenho uma crise existencial diferente, há espaço para as iguais também (muito espaço, diga-se de passagem).
de todas as coisas que eu gostaria de te dizer, a primeira é basicamente que você me faz perder as estruturas. o som da sua voz. os seus olhos quando pousam em mim. o seu sorriso. suas mãos quando tocam minha epiderme. seus lábios se aproximando.
sua existência me faz perder as estribeiras, por mais que eu não te deixe ver isso, eu as perco toda vez que meus olhos captam a sua existência.
você é a combinação de toda a fé que eu tenho. você é a mistura de todas as fórmulas que eu consigo - ainda - resolver.
sua existência me faz perder as estribeiras, por mais que eu não te deixe ver isso, eu as perco toda vez que meus olhos captam a sua existência.
você é a combinação de toda a fé que eu tenho. você é a mistura de todas as fórmulas que eu consigo - ainda - resolver.
cê me dizia que eu tinha talento pra isso, que as minhas palavras eram como um planeta que ainda não havia sido explorado.
eu fiz questão de que você lesse todas as metáforas que eu tinha sobre a gente, que cê visse o mais íntimo da minha alma. achei que isso seria o bastante, porém eu era intensa feito incêndio e você era balde de água fria.
a gente não se encaixou, no final das contas. só que eu tinha me moldado para você e agora fiquei sem metade de mim mesma.
cê tá presente em cada letra triste das músicas que eu gosto.
já tentei inúmeras maneiras de fugir de ti, só que até nos meus sonhos o teu rosto me assombra.
escrevo tanto na esperança de te tirar de mim em cada verso, por mais repetido..
eu fiz questão de que você lesse todas as metáforas que eu tinha sobre a gente, que cê visse o mais íntimo da minha alma. achei que isso seria o bastante, porém eu era intensa feito incêndio e você era balde de água fria.
a gente não se encaixou, no final das contas. só que eu tinha me moldado para você e agora fiquei sem metade de mim mesma.
cê tá presente em cada letra triste das músicas que eu gosto.
já tentei inúmeras maneiras de fugir de ti, só que até nos meus sonhos o teu rosto me assombra.
escrevo tanto na esperança de te tirar de mim em cada verso, por mais repetido..
por um instante eu não existia
nada de mim estava ali, nem mesmo as minhas crenças, só o meu semblante nublado e os olhos caídos.
o caos constante cessou, o silêncio era infinito. não havia mais rastros de humanidade no meu ser, só a existência banal de um alguém já sem direção.
eu estava perdida. totalmente sem direção.
não é bonito.
nada disso é bonito.
o sorriso amarelo tinha vergonha de aparecer. nem lágrima tinha mais.
não sei se a alma ainda residia em mim.
nada doía, porque não tinha o que doer. não doía porque não tinha o que sentir.
nada de mim estava ali, nem mesmo as minhas crenças, só o meu semblante nublado e os olhos caídos.
o caos constante cessou, o silêncio era infinito. não havia mais rastros de humanidade no meu ser, só a existência banal de um alguém já sem direção.
eu estava perdida. totalmente sem direção.
não é bonito.
nada disso é bonito.
o sorriso amarelo tinha vergonha de aparecer. nem lágrima tinha mais.
não sei se a alma ainda residia em mim.
nada doía, porque não tinha o que doer. não doía porque não tinha o que sentir.