domingo, 25 de novembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Lost.

sábado, 24 de novembro de 2012

Eu tinha você nas minhas mãos, agora tenho apenas na minha mente. Te vejo indo lentamente, quase que de propósito. Ignorei. Tentei ignorar a dor, sabe, dizem que é quase como um paraíso quando para de doer, mas ainda não parou, pelo contrário só começou. Tenho pena de mim. Vou sofrer por tanto tempo ainda. Ou não, quem sabe. Gostaria de ficar por aí, dando voltas pelo mundo, talvez eu perca a dor por aí. Tenho tanta urgência. Urgência dos teus olhos, urgência das tuas mãos, urgência da tua pele, urgência de ti por completo. "Ei, volte! Ainda há tempo." Será mesmo que o tempo já não se cansou de me pertencer? E você, porque cansou? Diga. Você não faz mais parte do meu eu. Sabe, isso está criando uma confusão dentro de mim, não sei mais o que sentir, sinto tudo de uma só vez. E isso tá fodendo comigo, isso tá me enlouquecendo. É estranho lidar com o mundo todo sozinha, entenda, desaprendi a passar por isso. Foi tão bonito quando a tua escuridão clareou a minha e vice-versa, nossos corações renasceram das cinzas, assim como a Fênix. Mas daí me deparei com você distante e com o meu coração partido. Primeiro eu perdi você e depois me perdi.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A saudade resolveu ficar desta vez.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012


9 MINUTES AGO + 1 NOTE + VIA + SOURCE
Está tudo fora do lugar, o quadro torto do lado esquerdo da estante não está mais lá, o bule de chá já não berra avisando que está na hora de tirá-lo do fogo, as folhas não estão mais verdes e nem é outono, os pássaros não cantam com tanta frequência, o lado esquerdo da cama está frio e tem um espaço enorme no armário como no lugar onde você se orgulhava de estar. Lá fora está nevando, quase uma nevada, uma tempestade, assim como a que está dentro de mim, tá frio, tá doendo muito, a tua ausência me faz mal, eu só queria te ver passar por entre essa porta e me abraçar forte, sussurrar que tu me ama. Sabe, ainda tem uma blusa tua jogada nas minhas roupas, eu a abracei tão forte que por um momento pensei que estivesse te abraçando, ela ainda tem teu cheiro. Tá frio dentro de mim, tem um vazio enorme no lugar que era teu, tava ouvindo aquela música, a tua favorita que tu ficava cantarolando até me irritar e quando via que eu estava irritada começa a cantar mais auto e mais auto, é você conseguiu me fazer gostar da música, e confesso que chorei a ouvindo, sinto a tua falta e eu queria tanto poder te dizer isso, mas não só “sinto a tua falta.” algo mais, entende? Algo mais que “sinto a tua falta” e menos que “eu te amo”, algo como “fica pra sempre?” talvez seria o bastante. Eu não me acostumo com a vida sem você e nem quero me acostumar. Tenho que confessar que sinto falta de te ver distraído fumando o teu cigarro, por mais que muitas vezes queria estar no lugar dele de tanta atenção que prestava naquele cigarro. Tu se foi me deixando tão triste, tão desolada, chorando como uma criança que machucou o joelho, mas no meu caso foi o coração, e se tu pudesse me ouvir eu só diria uma coisa: Volta?


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