sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Estou aqui, mas na verdade estou lá

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Odeio ter que me mudar, odeio a bagunça dos primeiros dias e as caixas todas empoeiradas. Odeio pensar nas possibilidades e nos lugares dos móveis, odeio a curiosidade incessante dos vizinhos. Odeio não conseguir achar de jeito nenhum o meu livro favorito e odeio ter que me acostumar com a luz do quarto novo. Odeio o modo animado com que as pessoas começam a arrumar a casa e ficam desanimadas no meio, odeio ter que tropeçar nas esperanças, odeio o jeito que o céu é daqui, as estrelas não aparecem. Odeio não conseguir achar as roupas, odeio o modo improvisado do começo, odeio o quadro que está torto, odeio a gritaria, odeio a música que toca longe. Odeio ter que odiar, odeio parecer tão rabugenta.



Meu livro favorito está na prateleira que eu não acho bonita.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sobre o que eu ando escutando

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sobre hoje de manhã

O mundo gira depressa
 e
eu me sinto imóvel,
sempre em um canto sem
ser notada.
A cidade é tão grande
e eu tão pequena,
as pessoas vem e vão
e parece que os meus pés
estão enterrados.
A cidade é cinza
respira cinza
eu me tornei cinza.
Cinza e imóvel.
Me acostumei com a
solidão
e a tristeza é só
consequência
Notas e mais notas de
piano que não sei diferir,
já não ouço ninguém
 pois o piano que toca
em mim é mais alto
que qualquer conversa.
Cinza, imóvel e com uma
sinfonia melancólica tocando
incessantemente
dentro de mim.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Hoje, dia 20, eu o vejo como um psciano porque daí de onde você está parece ser mais fraco. 47 anos, cara, 47. 
Bem, o tempo passou depressa desde a última vez em que o mundo te viu, a tua vida passou rápido. É difícil falar sobre todas essas coisas sem parecer uma idiota, sinto sua falta todos os dias. Parabéns, Kurt Donald.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

La mierda

domingo, 16 de fevereiro de 2014
Não sei querer outro, não sei pensar em outro, não sei falar sobre outro, não sei. Mas que diabos aconteceu comigo? E toda aquela história de não se apegar, o que aconteceu com ela?
Eu me sinto sufocada por não conseguir pensar ou querer outra pessoa, me sinto doente. Não te quero só por um segundo, mas também não te quero pela eternidade, só não te quero e te quero ao mesmo tempo.
Fico pensando e achando que vou te encontrar em cada esquina, ouço as músicas que você ouve em uma tentativa idiota de ser melhor pra você.
Te afastei porque te quero e toda essa história sobre eu querer só me faz ser mais egoísta e achar que não sirvo pra você. Te quero perto e ao mesmo tempo longe, te quero só por um instante.
"Te faço promessas malucas, tão curtas quanto um sonho bom. Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão. Faz parte do meu show, meu amor''

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Hoje choveu

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Hoje choveu. Foi rápido, mas não foi calmo, foi quase tempestade passageira.
Há tempos chove constantemente. Ninguém vê, ninguém sente.
Só eu.
Eu morri centenas de vezes tentando me procurar nos abismos,
mas só encontrei cinzas
Não sou uma fênix, não vou renascer dessas cinzas que despejo
em todos os cantos
Carrego o vazio e as olheiras cultivadas de noites mal dormidas
e amores mal terminados
Me sinto presa dentro de mim mesma, sozinha
Das pequenas coisas de antigamente me resta a adrenalina
Mas envelheci um século, me sinto velha de todas as formas
Ouço músicas estranhas, vejo coisas que eu não via
Não choro mais
Ontem, antes de chover, olhei o céu e percebi o quão imenso e sozinho ele é
Por que apesar de ter as nuvens, lua, estrelas e sol
eles nunca permanecem lá, sempre se vão sem avisar
A vida é assim
Hoje choveu. Não foi rápido porque nunca parou.
Hoje choveu dentro de mim, sempre chove.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Nas circunstâncias atuais estou irremediavelmente puta, porque a vida é uma vadiazinha sem limites que não para de rir das crias que carrega no ventre.

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