terça-feira, 25 de outubro de 2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016
foi em uma dessas manhãs esquisitas no final da primavera em que algo dentro de mim se quebrou, foi um barulho ensurdecedor, no qual eu fui a única que pude ouvir, meus olhos viraram mar por um instante e a sensação não foi nem um pouco boa, eu me senti pequena, pequena demais para debater, para continuar, para qualquer coisa. eu te observei ir embora, não disse nada, só deixei que fosse. o que eu poderia fazer? naquele momento nada me pareceu sensato. deus, como dói. me consumiu por inteiro a dor do arrependimento, da partida, do silêncio. do teu silêncio que foi me levando ao declínio rápido demais. rezei para não ser real, nada do que eu vi, do que eu ouvi, do que eu senti, entretanto a dor estava presente para me lembrar que sim, tudo aquilo era real. e então eu chorei, chorei como se o mundo fosse acabar, era o que eu acreditava naquele dia.
ele tinha ido e não havia droga nenhuma a se fazer.
pedi com todas as minhas forças para que aquele maldito dia acabasse logo. não acabou, parece que continua até hoje. é como se eu nunca tivesse saído e você sequer tivesse entrado. e eu ainda posso sentir tudo se quebrando aqui dentro, cada vez em que eu vejo uma foto tua, que eu escuto aquela música, ou quando eu passava naqueles lugares.
doeu como o inferno quando você me tratou com frieza, era como se tudo estivesse desabando - mais uma vez -, e o que eu achei que não pudesse piorar, piorou.
enquanto eu lutava para que você saísse de mim, vinha o meu coração em contrapartida me obrigando a te deixar ficar.
nunca encontrei uma forma para lhe mostrar que o amor que tenho por ti é a coisa mais forte que sinto. acho que foi por isso que cê foi embora.
desculpa.

domingo, 18 de setembro de 2016

domingo, 18 de setembro de 2016

saudade.
a gente não sabe o peso dessa palavra até sentir na pele, e sobre a experiência que eu tenho com ela, posso dizer que: dói, me arrisco a dizer que dói mais que qualquer outra coisa.
segundo uma das definições mais comuns saudade é:

1.
sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas.

você é a minha coisa, a minha pessoa e o meu lugar, eu carrego no peito esse sentimento melancólico em relação à você. quando eu lembro de você e realizo que estou a milhas de distância dos teus braços é como se eu estivesse me afogando. procuro encontrar você nos teus interesses, nos teus filmes preferidos, nas tuas músicas, em outros lábios, em outros olhos. só que não tem você lá, não tem o teu beijo, o teu corpo, a tua voz, não tem e é por isso que eu não consigo me focar nessas outras almas, nessas outras coisas, sendo que a minha alma suplica desesperadamente pelo amparo da sua.
cê nem deve mais pensar em mim, ou nas nossas conversas, ou no nosso primeiro beijo, eu sei que cê não pensa, e isso dói pra caralho. olha, eu tenho tanta saudade de passar um tempo te ouvindo, gostaria de poder ouvir mais uma vez da tua boca que "os deuses do rock colocaram um no caminho do outro", eu queria poder voltar naquele dia e ir passar um tempo com você na pista de skate perto da minha casa, queria voltar no tempo e te deixar na minha vida até que os deuses do rock não quisessem mais. só que eu não posso.
queria te dizer que tô lutando com a saudade, porém o que eu queria era ganhar coragem e te dizer das músicas que eu ouvi enquanto pensava em você, que Red Hot Chilli Peppers não é mais o mesmo depois de ti, que EU não sou mais a mesma depois de ti e que, porra, que saudade doída eu sinto de você, guri. será que cê nunca percebeu que eu sempre fui louca por você? eu sou e isso tá me matando tanto. só queria poder/ter coragem de te dizer todas as coisas loucas que passaram na minha cabeça e que eu deveria ter te dito uma por uma, preciso te dizer que por muito, muito tempo eu não consegui ter olhos para outra pessoa, senão você e que essa tua mente é mais difícil de entender do que exercícios de matemática, e eu sou péssima em matemática. mas eu não queria ser péssima quando o assunto é você.
às vezes eu acho que não sei viver com a tua ausência, sempre que acho que o meu coração não te sente mais, ele dá uma recaída e eu me desmonto.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

tóxico

terça-feira, 13 de setembro de 2016

como em uma promessa interna, eu fiquei. até mesmo quando não era mais preciso, eu continuei ali, intacta, esperando qualquer coisa de você. eu não o tive.
isso não é um texto sobre cobranças, é um texto sobre esperar quando não se deve.
sei que nem de longe sou a melhor pessoa que você conheceu, e tu merece as melhores coisas. deus sabe como eu gostaria de ser o seu melhor, talvez você possa ser o amor da minha vida, mas eu não sou o da sua. o quão triste é essa situação na qual eu me coloquei?
você me tem de um jeito inegavelmente único, e isso aconteceu naquele exato momento em que suas órbitas se encontraram com as minhas e seus lindos olhos castanhos atravessaram o mais profundo do meu ser, foi naquele momento em que o mundo parou. eu não sei como eu pude deixar isso acontecer, porém quando o seu corpo se uniu ao meu as coisas não eram mais as mesmas e uma nova parte de mim ganhou vida.
não sei o porquê de ter sido você, justamente você.
preciso aprender a me desfazer de tudo o que eu sinto pela sua pessoa, deixar de passar noites em claro pensando em você ou nas merdas que te disse, ou naquela vez em que te vi de longe e o meu coração bateu tão rápido que pude jurar que iria explodir. eu me senti desmoronar. tudo o que eu queria era ir embora com cada gota de chuva, me desfazer em lágrimas e ir, apenas ir.
você não é como uma coisa boa que apareceu para fazer do meu mundo um lugar mais bonito, você é como um acidente tóxico, tal como em Chernobyl.
sabe o que é pior? eu ainda estou aqui por você, caso precise, assim, só de precaução, mesmo sabendo que eu estou fora de cogitação das pessoas que você procuraria. nem sei porquê eu me importo tanto, essa mania me faz achar que sou idiota. na verdade, ter certeza.
acho que o que me prende à isso ainda é essa coisa sem explicação que eu sinto por você, talvez quando eu achar a explicação para isso eu deixe ir embora, como todas aquelas folhas secas e então serei livre. espero ansiosamente por isso.
mesmo você sendo como aquela música instrumental incrível que eu ouvi aquele dia e deixei no replay, preciso do silêncio.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016
existem dias que você quer simplesmente deixar de existir, nada de mortes, sabe? apenas parar de existir por umas horas ou até por uns dias, quem sabe por uns anos. hoje eu acordei com uma vontade imensurável de não acordar, no momento que abri meus olhos, eu lamentei, e o diz como não fazia há tempos. isso pode ser facilmente lido como drama, ih céus, eu sei disso, mas quando você têm seu coração quebrado novamente de um jeito completamente nonsense a única coisa que se passa na sua cabeça é: por que diabos eu existo? estava achando que eu poderia viver sem quebrar a cara com relações amorosas por um tempo, entretanto isso não está no nosso controle e vez ou outra aparece alguém na nossa vida para nos foder completamente a cabeça. acabaram de me foder a cabeça.
eu gostaria  de mandar a pessoa que fica encarregada de escrever o meu destino ir para a puta que pariu, que tipo de mente doentia você tem, cara?  sabe, é por isso que eu tenho tanta dificuldade em demonstrar o que eu sinto, porque quando demonstro as coisas saem do controle e me espatifo com tudo, tal coisa dói tanto por dentro que juro que posso até sentir meu corpo todo doendo, não é exagero. tô ouvindo umas músicas que eu nunca havia ouvido antes, o mais assustador é que elas estão fazendo a droga de todo o sentido. por deus, essas coisas deveriam ser proibidas, ninguém quer sofrer por amor, se sentir um merda e chorar até não aguentar mais! quem vai escolher uma coisa dessas? ninguém, meu caro, ninguém.
é nessas horas que eu escreveria uma carta para os melhores cientistas desse planeta implorando para inventarem logo uma máquina do tempo, quem sabe assim eu evitaria de conhecer a pessoa que me estraçalhou agora. eu poderia evitar de pensar tanto naqueles olhos, naquele sorriso, esqueceria o cheiro que eu gravei, quem grava cheiros? os tontos apaixonados. nunca quis sentir isso, nunca quis que ele roubasse o meu coração, nunca quis mostrar que sou fraca.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

esse coração partido costumava ser meu

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

acho que estou perdida, terrivelmente perdida. ainda me lembro dos seus olhos nublados antes de me dizer aquelas palavras duras, antes de se despedir pela última vez. eu não pude dizer nada, por mais que estivesse com a boca aberta não conseguia encontrar palavras, mesmo que as tivesse buscando incessantemente, eu não pude detê-lo. mas que diabos eu estava pesando? porque não o alcancei e gritei tudo o que sentia? mesmo depois de deixar todas as lágrimas serem derramas não me sentia aliviada, existia uma agonia no meu peito, algo que me dizia que era o fim e não havia nada que eu faria para mudar isso.
não aguentava o próprio peso do meu corpo, então me rendi e deitei na cama afundando o meu rosto contra o travesseiro, deixando as lágrimas novamente rolarem e o encharcarem. lembranças logo tomaram a minha mente, como quando cantei num sussurro "the world was on fire and no one could save me but you". lhe fazendo fechar os olhos e deixando escapar um sorriso satisfeito nos teus lábios. eu lutei para dispersar essas malditas memórias, inutilmente, é claro.
algo estava quebrado dentro de mim, não era somente meu coração já frágil, tinha certeza de que tudo havia sido despedaçado, como se tivessem puxado algo com força. e haviam, você havia..

Every time I close my eyes. It's like a dark paradise.

é completamente inútil o modo como eu fito o horizonte na esperança de te ver. nenhuma resposta vai aparecer de repente, nada carrega a resposta do porquê da sua partida e isso me torutura de um modo que não posso me proteger. convivo com a sensação de que ninguém poderá me salvar a não ser você. gostaria de não sentir metade dessas coisas, porque eu sei que nem por um decreto as coisas vão se ajeitar e você não vai voltar atrás nas suas decisões, você não vai bater na minha porta e me beijar como nunca havia feito antes, isso não é uma história de amor, isso é só uma história.
eu sei que não vai adiantar eu me sentar isolada de todo mundo e escutar todas as músicas tristes imagináveis, droga, como eu sei. eu me sinto em um lugar escuro e triste quando me dou conta da realidade. me sinto perdida por isso. não há nada que se diga que possa melhorar meu estado deplorável, me odeio em pensar que você não sente nem metade do que eu sinto agora, me odeio por saber que você ao menos liga. i'll wait here for you, for i'm broken.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

me desculpe

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Deve ser 15 h agora, não tenho certeza. Está um dia nublado e é mais um daqueles dias esquisitos que eu gostaria que nem tivesse começado. Estou triste. Sou triste. Quero ficar em silêncio e me culpar por toda a tristeza, eu me sinto uma escória, a vilã da história, a cruel sem coração. Entretanto, eu não sou, eu sinto, eu choro, eu me crucifico, porém eu não demonstro. Considero os meus sentimentos como uma fraqueza. Sou um monstro por isso, não sou? Mereço morrer sozinha, cheia de amargura, não é?

Cansei das pessoas brincarem com a minha fraqueza, cansei de usarem isso contra mim. É pecado ter medo? Gostaria de cancelar a minha existência, apagar as minhas memórias e as lembranças que os outros têm de mim, e sumir, me tornar parte da constelação, fingir que tudo isso foi um sonho ruim. Foi apenas um erro meu, desculpe-me. Finja que isso nunca aconteceu. Eu nunca aconteci. Deixa o universo encarregado disso, mas só esquece… Por favor.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

mas você só fica no quarto

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Eu não tenho mais a animação de antes, não suporto ficar por muito tempo em um lugar, socialização se tonou um verdadeiro filme de terror para mim. Só de pensar nos sorrisos falsos, nas infinitas apresentações, sem falar nas merdas preconceituosas que me obrigam a ouvir cada vez que estou em um grupo. Eu não sei mais conviver com isso, e nem quero.
"— Por que você não sai mais do quarto?" Simplesmente porque não tenho ânimo o suficiente para isso, simplesmente porque meu quarto se tornou muito mais atraente nesses últimos anos do que qualquer farra.
Não, eu não vou me desculpar por não ter achado graça da sua piada sexista. Não, eu não vou me desculpar por ter sido aparentemente grosseira depois de ouvir uma frase machista, homofóbica ou racista de você. Não, eu não vou.
Sabe, eu tô de saco cheio, sério mesmo. Eu me sinto extremamente triste por tudo o que eu tenho lido e completamente incapaz por, muitas vezes, não poder fazer nada. Saber das coisas que eu sei te desencoraja de sair da cama todo santo dia, e não estou me gabando por saber dessas coisas, estou me lamentando.
Como já ouvi por aí "ignorância é uma bênção".
Os filmes não são mais os mesmos, tal como as séries e as músicas. Eu vivo problematizando cada frase, cada cena. Sou chamada de feminazi, histérica, tem gente que me provoca só para ter o maravilhoso gosto de me ver irritada.
Cara, isso tudo é um saco.
Eu me sinto mal cada vez que percebo como o ser humano pode ser podre, e o foda é que isso só vai piorar. Sinceramente, tenho medo do que pode acontecer com o tempo. Porém, é por isso que eu ainda luto, por um lugar onde as pessoas não precisem sentir medo, por um mundo onde você tenha a absoluta certeza de que vai voltar para casa, de que você não vai apanhar por ser do jeito que é. Mesmo que minhas forças estejam quase que no fim sempre tem algo que me resgata do abismo, me faz crer e me faz resistir, com isso, me encoraja a querer resgatar outras pessoas também, e juntos lutarmos por um lugarzinho melhor.

eu passo horas pensando em você. confesso que no começo eu até me esforçava para que isso acontecesse, e com o passar dos dias você aparecia sem minha permissão e agora isso me mata.
eu gostaria de ter todo o controle da situação e parar de pensar em você apenas num estalar de dedos. deus, como eu queria que as coisas fossem assim. detesto carregar esse peso e me culpar por ter sentido algo por você depois que você já tinha desistido, depois que já tinha ido embora. isso é tão doloroso quanto poderia me lembrar... de tantas coisas que existem pare serem lembradas, essa é a última.
eu só penso em me desculpar por ter sido tão idiota, por não ter percebido a tempo de dizer que o que você sentia por mim era recíproco, como eu me odeio por isso.
sabe, não vejo motivos para te procurar depois de tanto tempo e dizer "ei, eu gosto de você. na verdade, sempre gostei, mas é que não percebi em tempo de te dizer". eu sei que você vai rir de mim e me dar às costas, eu sei disso, e não te culpo, muito pelo contrário.
é claro que você não se importa se eu sofri todo esse tempo por você, porque você também sofreu e eu pareci não dar a mínima para isso. quanta idiotice.
acho que eu não te falei por medo de me machucar de novo, e então, tentei evitar mais um desastre. ora, vejamos, eu causei um maior ainda. droga de medo, droga!
de tantas lágrimas que rolaram pelo meu rosto por sua causa, não tenho coragem de te contar de nenhuma. céus, me desculpe.
eu não queria te fazer sofrer, eu não queria que você fosse embora. talvez se você tivesse ficado um pouco mais... talvez eu teria tomado coragem para te dizer sobre todas as coisas que eu sinto, entretanto agora é tarde demais para isso. o tempo que eu tinha já se foi e nem tudo o que eu diga nesse mundo vai te fazer voltar.

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