terça-feira, 25 de outubro de 2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016
foi em uma dessas manhãs esquisitas no final da primavera em que algo dentro de mim se quebrou, foi um barulho ensurdecedor, no qual eu fui a única que pude ouvir, meus olhos viraram mar por um instante e a sensação não foi nem um pouco boa, eu me senti pequena, pequena demais para debater, para continuar, para qualquer coisa. eu te observei ir embora, não disse nada, só deixei que fosse. o que eu poderia fazer? naquele momento nada me pareceu sensato. deus, como dói. me consumiu por inteiro a dor do arrependimento, da partida, do silêncio. do teu silêncio que foi me levando ao declínio rápido demais. rezei para não ser real, nada do que eu vi, do que eu ouvi, do que eu senti, entretanto a dor estava presente para me lembrar que sim, tudo aquilo era real. e então eu chorei, chorei como se o mundo fosse acabar, era o que eu acreditava naquele dia.
ele tinha ido e não havia droga nenhuma a se fazer.
pedi com todas as minhas forças para que aquele maldito dia acabasse logo. não acabou, parece que continua até hoje. é como se eu nunca tivesse saído e você sequer tivesse entrado. e eu ainda posso sentir tudo se quebrando aqui dentro, cada vez em que eu vejo uma foto tua, que eu escuto aquela música, ou quando eu passava naqueles lugares.
doeu como o inferno quando você me tratou com frieza, era como se tudo estivesse desabando - mais uma vez -, e o que eu achei que não pudesse piorar, piorou.
enquanto eu lutava para que você saísse de mim, vinha o meu coração em contrapartida me obrigando a te deixar ficar.
nunca encontrei uma forma para lhe mostrar que o amor que tenho por ti é a coisa mais forte que sinto. acho que foi por isso que cê foi embora.
desculpa.

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