quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Como uma canção sem melodia

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Talvez eu nem sentisse mais, talvez não tivesse mais coração e as lágrimas ainda insistiam  em cair. Não sei mais como curar as feridas de tempos, pois nem o tempo que é o encarregado de tudo cura, me descobri distante mesmo que eu esteja entre tudo, e como se esquece todo o passado? Como se esquece as coisas ruins da vida? Aliás, tem como? Ouço, de vez em quando, a tua voz me chamando, quase um sussurro sombrio. Estou condenada as dores antigas e as que estão por vir, involuntariamente as lágrimas caiem como uma enxurrada, perdida no meio do nada grito em vão até que talvez alguém posso escutar, eu pedi para que parasse, implorei pra que passasse, mas não passou, não parou. Gostaria de saber como conseguir me safar de toda essa tristeza trancada dentro de mim. "Ora, olhe para luz." Que luz? Nessa escuridão não há lugar para luz, na minha escuridão, no meu eu peço para que alguém ilumine, peço para que alguém me ouça e enxugue as lágrimas e salve uma alma perdida. Porque uma alma fora do corpo é como uma canção sem melodia.

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